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Tu és o Messias, o Filho de Deus!

Na passagem do Evangelho de São Mateus (16,13-19), Pedro faz a sua confissão de fé em Jesus, reconhecendo-O como Messias e Filho de Deus; fá-lo também em nome dos outros apóstolos. Em resposta, o Senhor revela-lhe a missão que pretende confiar-lhe, ou seja, a de ser a “pedra”, a “rocha”, o fundamento visível sobre o qual está construído todo o edifício espiritual da Igreja (cf. Mt 16, 16-19).

Mas, de que modo Pedro é a rocha? Como deve realizar esta prerrogativa, que naturalmente não recebeu para si mesmo? A narração do evangelista Mateus começa por nos dizer que o reconhecimento da identidade de Jesus proferido por Simão, em nome dos Doze, não provém “da carne e do sangue”, isto é, das suas capacidades humanas, mas de uma revelação especial de Deus Pai. Caso diverso se verifica logo a seguir, quando Jesus prediz a sua paixão, morte e ressurreição; então Simão Pedro reage precisamente com o impeto “da carne e do sangue”: “Começou a repreender o Senhor, dizendo: (…) Isso nunca Te há-de acontecer!” (16, 22). Jesus, por sua vez, replicou-lhe: “Vai-te daqui, Satanás! Tu és para Mim uma ocasião de escândalo…” (16, 23). O discípulo que, por dom de Deus, pode tornar-se uma rocha firme, surge aqui como ele é na sua fraqueza humana: uma pedra na estrada, uma pedra onde se pode tropeçar (em grego, skandalon). Por aqui, se vê claramente a tensão que existe entre o dom que provém do Senhor e as capacidades humanas; e aparece de alguma forma antecipado, nesta cena de Jesus com Simão Pedro, o drama da história do próprio Papado, caracterizada precisamente pela presença conjunta destes dois elementos: graças à luz e força que provêm do Alto, o Papado constitui o fundamento da Igreja peregrina no tempo, mas, ao longo dos séculos assoma também a fraqueza dos homens, que só a abertura à ação de Deus pode transformar. (mais…)

Published: 29/06/2018

Bispos do Cazaquistão publicam “profissão das verdades imutáveis em relação ao matrimônio sacramental”

Bispos do Cazaquistão publicam agora uma “profissão das verdades imutáveis em relação ao matrimônio sacramental”. Em causa está, ainda, toda a confusão resultante da publicação da exortação apostólica Amoris Laetitia. Os bispos signatários consideram que a leitura que o Papa Francisco faz da sua exortação “Amoris Laetitia” é “alheia à inteira Tradição da fé católica e apostólica”.
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Published: 14/05/2018

Evangelho do domingo: “Dai a Cesar o que é de César”

Meditemos agora sobre o trecho do Evangelho. Trata-se do texto sobre a legitimidade do tributo a pagar a César, que contém a célebre resposta de Jesus: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mt 22, 21). (mais…)

Published: 20/10/2017