Santa Maria Goretti, a mártir da pureza

Para muitos, a vida de Santa Maria Goretti e, principalmente sua morte, tão violenta, tendo sido esfaqueada por defender a castidade do seu coração, que era guardado por seu corpo igualmente casto, não faz sentido algum.

Nestes tempos que vivemos, tão cheios de paixões vergonhosas e destruidoras dos seres humanos, a vida de Goretti incomoda, questiona e, por força de seu testemunho, muitos redescobrem o caminho da volta à santidade nos seus relacionamentos.

Sua breve história de vida de apenas 12 anos (1890 – 1902) tem o poder de sacudir este mundo, reino do absurdo, porque não quer dar espaço para a honra, a virtude e o amor. Sua virgindade, mantida e guardada, que a levou a ser assassinada, revela-nos o mistério escondido que está muito além da defesa de um hímen. Fala da sua essência profunda, fala que soube valorizar seu corpo, templo de Deus, e, como tal, não poderia ser profanado pela violência do pecado contra a castidade. Sabemos hoje de quantas e quantos que, desejosos de viverem esta mesma virtude da castidade, enfrentam não o martírio de sangue, mas o martírio das gozações, das chacotas e por vezes chega-se à violência dos estupros.

Outra maravilhosa virtude de Maria Goretti foi sua capacidade de perdoar seu agressor. Ao receber a unção dos enfermos, já agonizante, o sacerdote lhe pergunta se está disposta a perdoá-lo. Ela responde “não só a perdoá-lo, mas o quero comigo no Céu.”

Quando seu assassino saiu da prisão foi procurar a mãe de Maria Goretti para lhe pedir perdão. Ela lhe diz “se minha filha te perdoou, como poderia eu não fazê-lo também?” Era noite de Natal e os dois, lado a lado, participaram da missa e juntos receberam a Comunhão.

Peçamos a Santa Maria Goretti, cuja festa celebramos dia 6 de julho, para que ela nos ensine a viver a castidade e a termos um coração capacitado a perdoar e a pedir perdão.