O Reino de Deus chegou até vós

O Evangelho deste 10ª domingo do Tempo Comum (Mc 3.20-35), fala dos sinais realizados por Jesus e testemunham que o Pai O enviou e convida a crer n’Ele. Aos que se Lhe dirigem com fé, concede-lhes o que pedem. Assim, os milagres fortificam a fé n’Aquele que faz as obras do seu Pai: testemunham que Ele é o Filho de Deus. Mas também podem ser “ocasião de queda”. Eles não pretendem satisfazer a curiosidade nem desejos mágicos. Apesar de os seus milagres serem tão evidentes, Jesus é rejeitado por alguns; chega mesmo a ser acusado de agir pelo poder dos demônios. (CIC 48)

A vinda do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás:

Ao libertar certos homens dos males terrenos da fome, da injustiça, da doença e da morte, Jesus realizou sinais messiânicos; no entanto, Ele não veio para abolir todos os males deste mundo, mas para libertar os homens da mais grave das escravidões, a do pecado, que os impede de realizar a sua vocação de filhos de Deus e é causa de todas as servidões humanas (CIC 549).

A vinda do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás: “Se é pelo Espírito de Deus que Eu expulso os demônios, então é porque o Reino de Deus chegou até vós” (Mt 12, 28). Os exorcismos de Jesus libertam os homens do poder dos demônios e antecipam a grande vitória de Jesus sobre “o príncipe deste mundo”. É pela cruz de Cristo que o Reino de Deus vai ser definitivamente estabelecido: “Regnavit a ligno Deus” – Deus reinou. (CIC 550).

Amarrou o” homem forte”, para lhe tirar os despojos.

O Senhor nos diz: “Assim, se satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será dividido” (Mc 3,26). Cristo revela-Se o Servo de Deus totalmente obediente à vontade divina. Nisto, Jesus vence o Diabo: “amarrou o homem forte”, para lhe tirar os despojos. A vitória de Jesus sobre o tentador, no deserto, antecipa a vitória da paixão, suprema obediência do seu amor filial ao Pai. (CIC 539)
“Todo o pecado ou blasfêmia será perdoado aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não lhes será perdoada” (Mc 3,29). Não há limites para a misericórdia de Deus, mas quem recusa deliberadamente receber a misericórdia de Deus, pelo arrependimento, rejeita o perdão dos seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. Tal endurecimento pode levar à impenitência final e à perdição eterna. (CIC 1864).

Jesus é o filho único de Maria

A Escritura menciona irmãos e irmãs de Jesus. A Igreja entendeu sempre estas passagens como não designando outros filhos da Virgem Maria. Com efeito, Tiago e José, “irmãos de Jesus” (Mt 13, 55), são filhos duma Maria discípula de Cristo designada significativamente como “a outra Maria” (Mt 28, 1). Trata-se de parentes próximos de Jesus, segundo uma expressão conhecida do Antigo Testamento. (CIC 501)
Jesus é o filho único de Maria. Mas a maternidade espiritual de Maria estende-se a todos os homens que Ele veio salvar: “Ela deu à luz um Filho que Deus estabeleceu como primogênito de muitos irmãos” (Rm 8, 29), isto é, dos fiéis para cuja geração e educação Ela coopera com amor de mãe.