O túmulo está vazio: Jesus Ressuscitou!

Cristo, “primogénito de entre os mortos” (Cl 1, 18), é o princípio da nossa própria ressurreição, desde agora pela justificação da nossa alma, mais tarde pela vivificação do nosso corpo. (CIC 658).

Jesus ressuscitou de entre os mortos “no primeiro dia da semana” (Jo 20,1). Enquanto “primeiro dia”, o dia da ressurreição de Cristo lembra a primeira criação. Enquanto “oitavo dia”, a seguir ao sábado, significa a nova criação, inaugurada com a ressurreição de Cristo. Este dia tornou-se para os cristãos o primeiro de todos os dias, a primeira de todas as festas, o dia do Senhor (Hê kuriakê hêméra, dies dominica), o “Domingo”:

“Reunimo-nos todos no dia do Sol, porque foi o primeiro dia [após o Sábado judaico, mas também o primeiro dia] em que Deus, tirando das trevas a matéria, criou o mundo, mas também porque Jesus Cristo, nosso Salvador, nesse mesmo dia ressuscitou dos mortos” (São Justino). (CIC 2174).

Eu vi o Senhor!

Maria Madalena e as santas mulheres, que vinham para acabar de embalsamar o corpo de Jesus (Jo 20,1), sepultado à pressa por causa do início do “Sábado”, no fim da tarde de Sexta-feira Santa, foram as primeiras pessoas a encontra-se com o Ressuscitado. Assim, as mulheres foram as primeiras mensageiras da ressurreição de Cristo para os próprios Apóstolos. Em seguida, foi a eles que Jesus apareceu: primeiro a Pedro, depois aos Doze (1 Cor 15,5). Pedro, incumbido de consolidar a fé dos seus irmãos, vê, portanto, o Ressuscitado antes deles e é com base no seu testemunho que a comunidade exclama: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão” (Lc 24, 34.36). (CIC 641).

“Por que motivo procurais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui, ressuscitou” (Lc 24, 5-6).

O sepulcro está vazio!

No quadro dos acontecimentos da Páscoa, o primeiro elemento que se nos oferece é o sepulcro vazio. Isso não é, em si, uma prova direta. A ausência do corpo de Cristo do sepulcro poderia explicar-se doutro modo. Apesar disso, o sepulcro vazio constitui, para todos, um sinal essencial. A descoberta do fato pelos discípulos foi o primeiro passo para o reconhecimento do fato da ressurreição. Foi, primeiro, o caso das santas mulheres, depois o de Pedro. “O discípulo que Jesus amava” (Jo 20, 2) afirma que, ao entrar no sepulcro vazio e ao descobrir “os lençóis no chão” (Jo 20, 6), “viu e acreditou”; o que supõe que ele terá verificado, pelo estado em que ficou o sepulcro vazio” , que a ausência do corpo de Jesus não podia ter sido obra humana e que Jesus não tinha simplesmente regressado a uma vida terrena, como fora o caso de Lázaro. (CIC 640).

O sepulcro vazio e os lençóis deixados no chão significam, por si mesmos, que o corpo de Cristo escapou aos laços da morte e da corrupção, pelo poder de Deus. E preparam os discípulos para o encontro com o Ressuscitado. (CIC 657).