Maturidade Emocional: Mãe ou filha?

Mãe, esposa ou filha? É de suma importância esse questionamento acontecer em qualquer momento da vida. Alguém escreveu: “Como conquistar a maturidade aos 65 anos? Ainda me comporto como uma adolescente em muitas situações… me sinto ridícula… não sei ser diferente… me dê dicas por favor… obrigada…”


Primeiro: contemple tua própria história, como você compreendia o relacionamento entre teus pais? Qual tua visão de matrimônio, aquela que está impressa em tua memória afetiva? Muitas mulheres entram no matrimônio com feridas profundas, em decorrência do relacionamento entre os pais: as brigas e traições, a falta de afeto e carinho entre eles, a separação, a falta de diálogo… etc. Tudo isso refletiu diretamente em teu amadurecimento emocional. Muitas vezes, a pessoa é teoricamente resolvida como profissional e completamente infantil em seus relacionamentos.
Segundo ponto: é preciso compreender que, mesmo chegando à idade adulta com comportamento infantil, nem tudo está perdido. Para Deus não existe ‘perda total’. Ele é sempre o presente, Ele pode tudo e espera a nossa colaboração. O processo inicia-se com o dar-se conta, com a disposição para mudanças e até mesmo com o esforço para reagir diferente nas mais variadas situações que se apresentam. Por exemplo, se até hoje você exigiu amor, atenção e afeto dos que te rodeiam, a partir de agora se decida a servir, a dar-se. Se até hoje você se reservou, retraiu, a partir de agora se decida a gastar-se. Essas são atitudes de adulta, de esposa, de mãe, e o mesmo é válido para os homens.
No gráfico abaixo veja mais detalhes do processo de Maturidade Emocional:

INFÂNCIA

JUVENTUDE/ADULTA

ADULTA

RECEBE DOA E RECEBE DOA
FILHA NÓS (EU E O OUTRO) TU (OS OUTROS)
EU ESPOSA MÃE
INFANTILISMO:INCAPACIDADE DE RENÚNCIA JÁ EXISTE CAPACIDADE DE RENÚNCIA CAPAZ DE RENÚNCIAS

Terceiro ponto: a maturidade não é um passe de mágica, trata-se de um processo que deveria ter ocorrido gradualmente na infância, adolescência e juventude, até a fase adulta. Então, pela força do hábito, muitas vezes você vai fracassar em seus propósitos, mas Deus, que não estará ausente, não te abandonará. Persevere na oração, no diálogo com teus familiares, busque ajuda espiritual em pessoas de tua confiança na Igreja e lembre-se: ‘Aquele que perseverar até o fim será salvo’ (Mt 24,13), diz o Senhor.