Discípulos Missionários de Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador.

Existem Santos que Deus suscita para darem uma resposta imediata ao tempo em que vivem. Outros, para serem um ponto de referência nos vários campos da Evangelização ou da Educação, como São João Bosco, no amor aos doentes, como São Camilo de Léllis, ou no serviço aos mais pobres, como Santa Teresa de Calcutá.

Há porém santos que, sem grandes obras, mas com imenso amor, são como música a cantar a beleza da Igreja, como São Francisco de Assis, São João da Cruz ou ainda como Santa Teresinha do Menino Jesus.

Sua vida e morte passaram quase despercebidas, mas, como um pouco de fermento leveda toda a massa, assim Santa Teresinha continua fermentando o mundo com uma nova espiritualidade: “O caminho do Amor e do Abandono nas mãos de Deus Pai, cheio de alegria e esperança”. Basta meditar num de seus dizeres para saborear sua vida íntima com o Eterno: “O que agrada a Deus em minha pequena alma é que eu ame minha pequenez e minha pobreza. É a esperança cega que tenho em sua misericórdia”.

É dela também o desejo de ocupar o último lugar, porque este ninguém o quer, pensava ela que este lugar estaria sempre vazio. Porém, foi exatamente nesse último lugar que encontrou Aquele que escolheu ali permanecer: Jesus, que nasce num estábulo, morre numa cruz e se faz Eucaristia, como alimento descido do Céu.

As imagens dessa Santa a apresentam vestida com o hábito carmelita, tendo nos braços o Crucificado e um ramalhete de rosas vermelhas. Esta tradição conta que, estando ela em meio aos terríveis sofrimentos ocasionados pela doença que a levou a morte com apenas 24 anos, foi presenteada por uma das irmãs do convento com as rosas que a própria Teresinha cultivava em seu minúsculo jardim. Sob os olhares espantados das religiosas, ela foi tirando as pétalas das rosas para vestir seu amado Jesus crucificado.

Santa Teresinha aos 15 anos recebe autorização do Papa Leão XIII para ser precocemente uma carmelita descalça. Desde criança sonhava em viver muitas vocações para assim servir mais ao Senhor. Descobre então que seu chamado é ser no coração da Igreja, o Amor. É padroeira das missões e foi proclamada doutora da Igreja no dia 19 de outubro de 1997 pelo Papa São João Paulo II.

A história da Salvação está repleta de grandes mulheres bem como as que receberam título de Doutoras da Igreja: Santa Tereza de Ávila (1970), Santa Catarina de Sena (1970), Santa Hildegarda (2012). Jamais a história poderá deixar de lado a obra da mulher. Ela tem a grande missão de gerar a vida, de humanizar o coração do homem e revelar a ternura de Deus que, como Pai-Mãe, debruça-se com cari nho sobre cada um de nós, seus filhos muito amados.