Creio em Jesus Cristo, Filho de Deus

Para o cristão, crer em Deus é crer inseparavelmente n’Aquele que Deus enviou – “no seu Filho muito amado” em quem Ele pôs todas as suas complacências: Deus mandou-nos que O escutássemos. O próprio Senhor disse aos seus discípulos: “Acreditais em Deus, acreditai também em Mim” (Jo 14, 1). Podemos crer em Jesus Cristo, porque Ele próprio é Deus, o Verbo feito carne: “A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer” (Jo 1, 18). Porque “viu o Pai” (Jo 6, 46), Ele é o único que O conhece e O pode revelar. (CIC 151)

Jesus, acesso a casa do Pai.

Só Aquele que “saiu do Pai” pode “voltar para o Pai”: Cristo. “Ninguém subiu ao céu senão Aquele que desceu do céu: o Filho do Homem” (Jo 3, 13). Abandonada às suas forças naturais, a humanidade não tem acesso à “Casa do Pai”, à vida e à felicidade de Deus. Só Cristo pode abrir ao homem este acesso: “subindo aos céus, como nossa cabeça e primogénito, deu-nos a esperança de irmos um dia ao seu encontro, como membros do seu corpo” (CIC 661).

Céu, morada do Pai

O símbolo dos céus remete-nos para o mistério da Aliança que nós vivemos, quando rezamos ao Pai. Ele está nos céus: é a sua morada. A casa do Pai é, pois, a nossa “pátria”. Foi da terra da Aliança que o pecado nos exilou, e é para o Pai, para o céu, que a conversão do coração nos faz voltar. Ora, foi em Cristo que o céu e a terra se reconciliaram, porque o Filho “desceu do céu”, sozinho, e para lá nos faz subir juntamente consigo, pela sua cruz, ressurreição e ascensão. (CIC 2795). 

“Quem Me vê, vê o Pai”

Toda a vida de Cristo é revelação do Pai: as suas palavras e atos, os seus silêncios e sofrimentos, a maneira de ser e de falar. Jesus pode dizer: “Quem Me vê, vê o Pai” (Jo 14, 9); e o Pai: “Este é o meu Filho predileto: escutai-O” (Lc 9, 35). Tendo-Se nosso Senhor feito homem para cumprir a vontade do Pai, os mais pequenos pormenores dos seus mistérios manifestam “o amor de Deus para conosco”. (CIC 516).