Com o seu sopro, o Espírito Santo impele-nos rumo a Cristo.

“O vento sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito.”  (Jo 3,8)

O Espírito Santo é o sopro de Deus, Jesus diz a Nicodemos: o Espírito sopra onde quer… Nicodemos era homem culto, conhecedor da lei, justo, mas não sabia o mais importante: o Espírito Santo de Deus é livre para agir onde quer e levar o homem ao conhecimento da Verdade.

A Nicodemos que, na sua busca da verdade, vai de noite ter com Jesus com as suas interrogações, Ele responde: “O Espírito sopra onde quer” (Jo 3, 8). Mas a vontade do Espírito não é arbítrio. É a vontade da verdade e do bem. Por isso, Ele não sopra em toda a parte, virando uma vez aqui e a outra ali; o seu sopro não nos dispersa, mas reúne-nos, porque a verdade une como o amor une. (Papa Emérito Bento XVI)

Hoje, Deus olha para nós como olhou para Nicodemos, nós também ainda não sabemos nada sobre a experiência e vivência divina, precisamos nascer de novo. Como podemos nascer de novo se já somos velhos?  Somente o Espírito Santo pode realizar em nós esta proeza, por isso pedimos:

“Veni, Creator Spiritus… Vem, Espírito Criador…”. Aqui, o hino refere-se aos primeiros versículos da Bíblia que, com o recurso a imagens, exprimem a criação do universo. Ali afirma-se sobretudo que acima do caos, sobre as águas do abismo, pairava o Espírito de Deus. O mundo em que vivemos é obra do Espírito Criador. O Pentecostes não é apenas a origem da Igreja e por isso, de modo especial, a sua festa; o Pentecostes é também uma festa da criação. O mundo não existe por si mesmo; provém do Espírito criativo de Deus, da Palavra criadora de Deus. E por este motivo reflete inclusive a sabedoria de Deus. Na sua vastidão e na lógica onicompreensiva das suas leis, ela deixa entrever algo do Espírito Criador de Deus. Exorta-nos ao temor reverencial. (Papa Emérito Bento XVI)

*Trecho retirado da homilia da Vigília de Pentecostes 2006.