Ano Nacional do Laicato

No dia 26 de novembro de 2017, domingo de Cristo Rei, teve início o Ano Nacional do Laicato (do Leigo), promovido pela CNBB. Podemos iniciar nossa reflexão nos perguntando: quem é o Leigo?

Se buscarmos a definição da palavra Leigo, encontramos sua origem nas línguas grega – laïkós – e latina – laicus -, palavras que significam: “pessoas que não possuem conhecimento aprofundado sobre determinada área”. No Cristianismo, porém, conforme o documento Pós Sinodal Christifideles Laici os leigos são todos os batizados que não pertencem ao Sacramento da Ordem, ou a vida Religiosa e, com toda a Igreja, são chamados à Santidade, ordenando todas as realidades que vivem para Deus. Pelo sacramento do Batismo nos é conferida a autoridade de Filhos de Deus, templos do Espírito Santo, unidos por Cristo ao Pai em uma só fé, um só Senhor. Como suas testemunhas, somos enviados a pregar o Evangelho a todas as criaturas, individualmente e em associações de fiéis, como sal na terra e luz no mundo.

Embora esteja definido quem somos, cultiva-se ainda em nosso meio um desconhecimento da nossa vocação e missão como fiéis leigos na Igreja e no mundo. Desconhecer quem somos como leigos nos remete: à insegurança em denunciar os desvios do homem e da sociedade que ferem sua essência; ao medo de assumir nosso lugar nos ministérios oportunizando que os sacerdotes assumam o que lhes compete; aos equívocos pelo desconhecimento da Doutrina; à omissão na responsabilidade de evangelizar oportuna e inoportunamente como diz São Paulo, enfim, a todas as consequências de não se cumprir o que somos chamados a ser. Ainda, se nos colocamos apenas como pessoas bondosas, cuidadores dos pobres, como ação política e social, perdemos o sentido primeiro do que é Ser Cristão. Somos convocados a anunciar Cristo a todos, desde o mais necessitado, assim, transbordar uma caridade autêntica, que é estar unido a Verdade.

Somos participantes no múnus sacerdotal, profético e real de Jesus Cristo, nos diz o documento Lumem Gentium. Dirigindo-se aos batizados como a crianças recém-nascidas, o apóstolo Pedro escreve: “Agarrando-vos a Ele pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus, vós também, quais pedras vivas, sois usados na construção de um edifício espiritual, por meio de um sacerdócio santo, cujo fim é oferecer sacrifícios espirituais que serão agradáveis a Deus, por Jesus Cristo… Vós, porém, sois a raça eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo que Deus adquiriu para anunciar as maravilhas d’Aquele que vos chamou das trevas à Sua luz admirável …” (1 Ped 2, 4-5. 9).

Não percamos esta graça! Façamos uma proposta enquanto leigos neste ano: assumamos o dom da oração diária com a Palavra de Deus e façamos a leitura do Catecismo da Igreja Católica, conhecendo na fonte a verdade da nossa fé e vivendo-a em todas as dimensões da nossa vida.