A responsabilidade de formar

A formação pessoal é um dever insubstituível e intransferível que o Carisma de Fundação tem para com cada um de seus membros.

Um dever insubstItuível:

Sabemos que Jesus pregava para as multidões (Mt 5), mas com seus discípulos ele falava a sós. Assim está escrito:“Os discípulos aproximaram-se dele, então, para dizer-lhe: Por que lhes falas em parábolas? Respondeu-lhes Jesus: Porque a vós é dado compreender os mistérios do Reino dos céus, mas a eles não.”  (Mt 13,10-11), e ainda mais, Jesus dava atenção particular para cada um de seus discípulos: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo; mas eu roguei por ti…” (Lc 22,31).

Por isso dizemos, para que haja autêntica formação pessoal, não bastam as formações comunitárias, os ensinos, as pregações e as reuniões; se faz necessário o encontro pessoal, o diálogo e a oração com a imposição de mãos. Vale dizer também que nem mesmo a formação pessoal e o acompanhamento de perto terá valor se aquele que é formado não corresponder com docilidade ao chamado de Deus.

Um dever intransferível

A formação pessoal é uma responsabilidade intransferível para aqueles aos quais Deus deu o governo da Nova Fundação, ou seja, fundadores, cofundadores e conselho. Esta tarefa não pode ser delegada a outros, como por exemplo: a profissionais da área psicológica, diretores espirituais, referências religiosas etc. Formar e formar bem é a primeira missão dada por Deus ao Carisma e a ninguém mais, podemos usar recursos externos, mas apenas como meios para atingir um objetivo específico, temporário e programado.

Formar uma pessoa e moldar de acordo com o carisma próprio é uma tarefa árdua e difícil, muitos desanimam, descuidam, deixam ‘rolar’, porém, nesse caso, não acontecerá o crescimento e amadurecimento da vocação, é como tentar desenvolver um vegetal sem luz e sem água, ele certamente morrerá.

Alguns fundadores e formadores se desculpam dizendo: tenho tarefas urgentes, não tenho tempo de formar. Formar de forma pessoal é a tarefa mais urgente dentro de uma Nova Fundação, pois são as vocações que irão perpetuar a obra, sem vocação o carisma perece e com vocações mal formadas o carisma desaparecerá. É urgente formar bem, sem concessões.

“Pequenas concessões, grandes desvios”. Concessões agora, desvios na missão, na ética, na moral, etc. Em um futuro próximo.

Os fundadores, especialmente, devem assumir o ministério da formação e além disso é o fundador que percebe quem são os membros que receberam de Deus o dom de formar. Os formadores devem ser os mais bem formados, os mais exigidos, os que recebem maiores cuidados pois irão formar outros, formadores mau formados são verdadeiros ‘demônios’ dentro do Carisma, eles acabarão deformando, por isso, necessitam de formação ‘de perto’ por parte dos fundadores.

Ser formador é um dom, Deus dá livremente este ministério para o bem do carisma e para a perpetuação da obra. A  missão e vida comunitária irão chegar a maturidade a medida que os membros amadurecerem e assumirem com disponibilidade e liberdade a própria vocação.

Levando em consideração que, de alguma forma todo consagrado forma os mais novos com seu testemunho, todos os membros de uma comunidade devem ser bem formados para não deformar com maus exemplos os que estão chegando. Como diz aquela velha frase com ensino sempro atual: O testemunho edifica e o exemplo arrasta.