A Igreja é Militante, Triunfante e Padecente.

A Igreja Católica é a verdadeira e a única fundada por Jesus Cristo. É o corpo místico de Jesus Cristo, no qual nós somos os seus membros e Jesus Cristo a sua cabeça. É uma comunidade misteriosamente viva, do ponto vista espiritual, da qual fazem parte Jesus e os homens, que foram tornados Filhos de Deus pelo Batismo e a ela querem pertencer.

A Igreja subdivide-se em três grandes grupos: Militante, Triunfante e Padecente.

A Igreja militante, somos nós, a Igreja padecente são todos os que morreram e aguardam a graça da santificação. Já a Igreja Triunfante são todos os que se encontram em estado de graça, possuem o Céu.

A Igreja Militante é a constituída por todos aqueles que ainda estão vivos na terra e ‘caminham’, ‘combatem’ e ‘defendem uma causa’ infatigavelmente contra os poderes diabólicos do mundo e da carne. Disse São Paulo na carta aos romanos: “Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo e em nome da caridade que é dada pelo Espírito, combatei comigo, dirigindo vossas orações a Deus por mim.”(Rm 15,30)

A Igreja Triunfante é a constituída por todos aqueles que já morreram, se salvaram para a vida eterna e se encontram no Céu. São os santos, aos quais se somam os anjos (At 27, 23-24). Na glória do Céu, os bem-aventurados continuam a cumprir com alegria a vontade de Deus, em relação aos outros homens e a toda a criação. Eles já reinam com Cristo. Com Ele “reinarão pelos séculos dos séculos” (Ap 22, 5).(CIC 1029).

A Igreja Padecente é a constituída por todos aqueles que ainda se purificam no purgatório, antes de entrarem no Céu. Os que morrem na graça e na amizade de Deus mas não estão de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem, depois da morte, uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do céu. (CIC 1030).
A Igreja chama Purgatório a esta purificação final dos eleitos, que é absolutamente distinta do castigo dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativamente ao Purgatório sobretudo nos concílios de Florença e de Trento. A Tradição da Igreja, referindo-se a certos textos da Escritura fala dum fogo purificador.(CIC 1031).
A fundamentação bíblica desta doutrina da Igreja é a passagem do livro dos Macabeus: “Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas.” (2 Mac 12,43-46).

A Igreja é constituída por Jesus, que é Santo, e pelos homens que são pecadores. Apesar da Igreja ser constituída por homens pecadores, participa da comunhão dos santos, que é o fruto da caridade que se difunde entre todos os membros das três Igrejas, da qual participam, e onde todos caridosamente intercedem uns pelos outros nas orações que são oferecidas a Deus Pai e nas boas obras que são feitas por amor ao Seu nome, revertendo os seus benefícios em seu próprio favor.
A oração é como o sangue que circula neste corpo místico, que é a Igreja, e leva o alimento a todos que dele fazem parte. Sem oração não há vida espiritual que se mantenha, pois a oração é o alimento da alma.

A Igreja afirma-se peregrina, porque a sua verdadeira pátria é o céu, e só se encontra passageiramente aqui na terra, tal como o afirmou santo Agostinho:
“A Igreja se diz peregrina porque só se consumará na glória celeste, quando do retorno glorioso de Cristo. Até lá, a Igreja avança em sua peregrinação por meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus.”

Enquanto peregrina nesta vida terrena, o povo de Deus necessita de locais físicos de encontro, de culto e oração, continuação do cenáculo de Jerusalém onde o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos e discípulos, sob a poderosa intercessão da Virgem Maria. Esses lugares de encontro são também denominados igrejas, mas com referência aos lugares físicos, que variam em dimensão, importância, funções e benefícios.