A ação formativa do Filho

O sujeito primeiro e autor da formação pessoal é o Deus Trindade: é o Pai que molda no consagrado (“os sentimentos”) do Filho, por meio da ação do Espírito Santo. O papel insubstituível do formador é de mediador da Santíssima Trindade.

O formador deverá então levar aquele que é chamado a uma consagração de vida a configurar-se com os “sentimentos” de Jesus.

Todo formador desempenha uma tarefa importantíssima que é fazer que seu formando sinta um relacionamento verdadeiro com Cristo, o único que realmente pode transmitir e “plantar” no coração dele os seus sentimentos, somente Jesus pode fazer com que vibrem com seu amor e se contagiem com sua paixão para com o Reino.

Sabendo que o oleiro é Jesus, o formador trabalha através do diálogo e das boas perguntas.  O formador é um instrumento provocador para o vocacionado; através das conversas, das orações, das observações despertarão atitudes, ações e principalmente a descoberta das mais profundas motivações pessoais, que na maioria das vezes não são tão retas nem santas, pelo menos no princípio da formação.

Diante das respostas do vocacionado o formador deve levá-lo a pensar sobre si mesmo, a discernir suas imaturidades, a olhar as atitudes de Jesus quando esteve diante de situações parecidas, observar as respostas e ações do Senhor. Aquele que quer tornar-se um autêntico consagrado será humilde e desejará ardentemente a configuração com os “sentimentos” de Cristo.

Por fim o Evangelho diz: “Quem não toma a sua cruz e me segue não é digno de mim” (Mt 10,38). O formador deve remeter o vocacionado para a cruz, e na cruz ajudá-lo a dar as mesmas respostas de Jesus, nutrindo os mesmos “sentimentos” de Cristo.

Fonte: Texto base em CENCINE, Amedeu. Os Sentimentos do Filho: Edições Paulinas.